Livros publicados

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Este livro apresenta um recorte inédito de nossa história no qual questões de política literária e linguística assumem papel preponderante. Nele, a identidade de Hans Staden, propalada autoridade sobre o Brasil, é revelada: um jovem de vinte e poucos anos, inexperiente e covarde que, por descuido, aportou em uma praia que futuramente faria parte de um país chamado Brasil cuja história, aqui condensada, convida o leitor a rever alguns conceitos.

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             LANÇAMENTO
Monteiro Lobato was one of Brazil's most imaginative writers. He is best known for his children's books about the bizarre adventures of a plucky little girl and her irreverent rag doll. But The Clash of the Races—the only novel he wrote for adult readers—takes an even wilder ride through Lobato's strange, intriguing perspective on humanity.

The story is set in Brazil, where a young man and woman use high-tech equipment to see into the future. They follow events in the United States in the year 2228 as Black and white voters vie to elect a president of their respective ethnicity. The run-up to the elections is close until a feminist candidate pits women against men regardless of race.

The story inevitably reflects some of the racism that was accepted as normal in the 1920s, when the book was written. At the same time, it opens racism to everyone's view as the fictional characters grapple with it.

And suddenly, a Black man becomes President of the United States. Hard to believe? Not almost a hundred years after the book was written. But three centuries later, from when Lobato tells the story, a Black president is simply not acceptable to whites.

And then things get ugly…

Ana Lessa-Schmidt's insightful and nuanced English translation of this Brazilian classic is being published for the first time. This novel shocked its readers in 1926, and it's even more shocking today. Depending on how one reads it, it is shocking because of the precision in predicting the future, it is shocking because of the warning it contains, it is shocking for so many more reasons… Whatever the case, the reader will not go through this work unscathed.

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O mais pungente libelo contra o preconceito racial registrado na literatura brasileira ganha nova edição. Apresentado em sua versão original (língua portuguesa, idioma atualizado), ao lado das traduções para o Alemão e para o Inglês, o clássico conto de Monteiro Lobato, de 1920, ganha nova vida e roupagem pela editora Os Caipiras.

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Estudar Dona Benta era paixão antiga. Sempre tive um carinho especial por tal personagem da saga lobatiana. Não fui leitora infantil de Lobato, li apenas um livro que havia em casa, Reinações de Narizinho, numa infância regada a leituras exigidas por meus professores. Leituras que sempre me trouxeram imenso prazer, apesar da exigência. Deparei-me com o conjunto da obra infantil lobatiana já adulta e professora da educação básica e superior. Mas a diversão com elas sempre esteve garantida por parte da Emília. Minha paixão, todavia, sempre foi por Dona Benta. Na verdade, penso que é mesmo uma paixão pelo domínio do conhecimento e de como ela o difunde: com clareza e bom humor, sempre. Eis aí a leitora professora, que lia as obras infantis de Lobato e aprendia se divertindo! Convido o leitor também a fazer essa viagem pelo mundo da mediação de leitura de Dona Benta.

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Esta obra apresenta o resultado da alentada pesquisa da pós-doutora pela Universidade de São Paulo, Vanete Santana-Dezmann, direcionada a compreender por que O choque das raças ou O presidente negro, de 1926, único romance publicado por Monteiro Lobato, não foi editado nos Estados Unidos da América, como era desejo do autor, interesse manifesto em algumas de suas cartas.

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LANÇAMENTO

Acaba de sair do forno na Alemanha como resultado de um projeto didático empreendido pelos professores de tradução Vanete Santada-Dezzman e Marcel Vejmelka, financiado pelo GLK-JGU. O valor arrecadado com a venda será destinado à Casa da Criança Meimei (Campinas - SP)

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Nos últimos dezessete anos, desde que este livro foi originalmente lançado, vimos uma enorme expansão no campo dos estudos de tradução. Hoje em dia a interpretação, a tradução na mídia, a historiografia da tradução, os estudos sobre a política e a sociologia da tradução, a tradução e adaptação e os estudos de corpora são todas áreas importantes dentro dos Estudos de Tradução, e a cada uma delas se dedicam congressos, teses, livros e revistas acadêmicas. Ao livro original, que reúne algumas das tendências e teorias mais importantes da história da tradução, acrescenta-se um novo capítulo, que descreve os desdobramentos mais recentes nos estudos desta área.

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O objetivo deste trabalho é oferecer ao leitor da obra de Gilberto Freyre, em especial de Casa Grande & Senzala e Sobrados e Mucambos, uma linha interpretativa que permita considerar de forma adequada o lugar dos conceitos de raça e nacionalidade na obra do autor, sem reduzi-los a interpretações superficiais ou equivocadas que apontam Freyre como criador da "teoria da democracia racial" ou do elogio à "mestiçagem". Para tanto, retornei à obra de Franz Boas, seu orientador e autor que esteve sempre presente na estruturação dos argumentos de Gilberto Freyre, a fim de encontrar o conceito de raça nacional, o qual é usualmente ofuscado pela tradição culturalista atribuída à antropologia boasiana. No trabalho de Franz Boas, encontrei preocupações análogas àquelas presentes nas obras de Freyre, sendo assim possível me contrastar às afirmações de que o pensamento freyriano afastava-se da antropologia boasiana. Ao mesmo tempo, pude encontrar na noção de raça nacional uma das linhas mestras para a interpretação de Casa Grande & Senzala e de Sobrados e Mucambos. Em Freyre, a questão racial centra-se num emaranhado de relações entre variáveis econômicas, ecológicas, de adaptações dos organismos ao clima, da possibilidade de transmissão hereditária de tais adequações assim como da constituição e transmissão de elementos culturais ao que se chamava milieu – complexidades que nos levam muito além da miscigenação.

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“Também tentei ser um ‘embaixador’ de Lobato em congressos nos vários cantos do Brasil e do mundo, tentando popularizar esse autor quase totalmente desconhecido fora do Brasil. [...] Como todo meu background era de Estudos da Tradução, a ênfase seria nas traduções e adaptações de Lobato. Já tinha descoberto um fio muito interessante: a maneira como Lobato insere suas ideias e opiniões políticas na recontagem de Dona Benta e nas perguntas e comentários dos picapauzinhos, Pedrinho, Narizinho e Emília. Para completar o livro, descobri que Lobato usa uma técnica semelhante em As fábulas (1921) e nas Histórias de Tia Nastácia (1937). Assim, junto com um capítulo inicial a respeito de elementos biográficos sobre Lobato e suas reflexões e opiniões sobre a tradução, o livro estava quase pronto. E que tal um capítulo sobre Lobato fora do Brasil, enfatizando suas dificuldades para ser publicado nos Estados Unidos, e sua popularidade na Argentina? Agora o livro existe!”

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Esta é a segunda edição da correspondência entre os dois escritores, publicada em 2017 (a primeira é de 1955). A nova edição apresenta notas, manuscritos e acréscimos não disponíveis anteriormente. Posfácio de nosso colega Silvio D'Onofrio. Segundo Maria de Lourdes Teixeira ("Folha da Manhã", 15 maio 1955), "[...] Esse gênero de literatura íntima, a comunicação entre amigos, facilita a verossimilhança de personalidades literárias tirando-as da aura de mito. O leitor comparticipa, a bem dizer, de diálogos, entra na intimidade de opiniões e até do currículo cotidiano de criaturas tratadas pela crítica como espécimes vagos. Edgard Cavalheiro, crítico do Romantismo brasileiro e que tem dado aos seus estudos um sentido de exegese diferente da pura apologética, dedica primeiro 14 páginas a essa correspondência e, durante a mesma, a vai comentando intercaladamente. As cartas formam um cinemascópio que abrange São Paulo e Rio e onde o leitor assiste à contínua passagem, aproximação, close-up, recuo e diálogo de dois temperamentos bem brasileiros. Quanto de Lobato tinha de paulista do Vale do Paraíba, tinha Lima do suburbano carioca funcionário público. As índoles de ambos apresentam-se em flashes nessas cartas que são mais uma troca de bilhetes expressionistas através dos quais comentam a vida literária do país em largo período [...]".

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A extensa matéria documental reunida por uma pesquisa de mestrado ensejou a elaboração das crônicas ora apresentadas. Elas foram impressas entre  2013 e 2014 na seção "Edgard Cavalheiro escreveu", do Pinhal News, semanário de Espírito Santo do Pinhal-SP, cidade natal do escritor, jornalista e editor Edgard Cavalheiro (1911-1958). Cavalheiro ganhou notoriedade por ter sido amigo e primeiro biografo de Monteiro Lobato, além de ter criado o troféu Jabuti, um dos prêmios literários de maior prestígio no Brasil. Sua produção registra oito livros de própria autoria, a participação em 50 obras de autoria coletiva e cerca de 920 artigos em 84 periódicos nacionais, atividade que enriquece e reflete a história nacional.